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Humano
Do fundo do podre Nasce a célula maligna Que aspira ser Deus. Do fundo do lixo O verme respira ese cria, Assume forma e figura, Textura de gente E pensa que pensa! Do fundo do lodo Surge o nojo, o estrume, A criatura anda sobre duas patas Engorda e multiplica-se, Alastra-se, devassa, E tudo conspurca com fezes imundas. Do fundo do nada Brota o Homem-lucro, Fulcro do inútil, fútil, Ceifa almas, massifica, Vivifica coisas e se “coisifica”. Do Paraíso A serpente sorridente Vilipendia o deus falido, O pó no pó acontecido, Filho da Terra e do fruto proibido; Matricida quase arrependido. E no dia do Juízo Final Do âmago do Universo Deus Pai que tudo assiste Olha para baixo, Para a peste que se alastra Tudo consome e tudo destroe, Sem limites, sem escrúpulos; Caminhando sem rumo Em busca de si mesmo. E por linhas tortas Escreve a História Que assim descreve Sístoles e diástoles... Metamorfose! Regeneração evolutiva.
Escrito por Jsé às 18h05
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As vezes sabemos tantas coisas, e esse conhecimento se demostra totalmente inútil; quem não se deparou ao pé de uma porta, com preemente de adentrar ao recinto, e diante de si um pavoroso molho de chaves tilintantes e reluzentes, e a duvida atroz: - qual será dentre elas a que me trará a felicidade, a necessidade, o saciamento, a esperança, o carinho, o conforto, a paz, enfim qual será dentre tantas...
Assim são tantas as coisas que aprendemos ou que somos forçados a aprender ao longo de nossa vida. Algumas de certo tilintaram toda nossa existência sem nunca serem usadas, algumas desgastadas de tanto uso tornar-se-ão opacas e enegrecidas, porém todas têm sua razão de ser, têm sua porta a espera, neta ou em outra de tantas vidas a cumprir.
nunca se esqueçam disto...
Escrito por Jsé às 17h15
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VISÃO
Um dia a solidão me fez compreender
Que o longe é perto,
Que a mão que fere, acaricia,
E que o ódio sincero,
É o amor que não manifestou seu rosto,
Oposto, transverteu-se em mágoa,
Cresceu e transbordou-se em crime;
Acometendo o equilíbrio,
Forte rompeu o selo do permitido
E permutou-se em agressão e medo.
Um dia a mesma solidão de antes
Fez-se entender um pouco,
Do muito desconhecido, do esquecido
Nas entrelinhas do dia a dia;
A vasta caminhada de muitas vidas,
De andanças e tropeços,
De novos começos, na purificação da Alma.
E assim aflito eu sorri um sorriso,
E vi que era bom, e me atrevi
A sorrir sorrisos, não como vicio,
E senti e sinto o quanto me modifico.
Um dia a solidão, aquela,
Abriu minha janela e eu pude ver o Sol,
Brilhante, majestoso, energia pura,
Que me fez e me faz em Vida;
E no espelho do quarto refletido
Vi Deus em cada ato, fresta, pedra,
Flor, janela, montanha, criança, penhasco,
Regato, rio, amor, cor, fé, esperança,
Em cada resto era o Todo
Formando aresta na construção do Cosmos!
E a tal solidão não mais havia,
Nunca houve, há ou haveria,
Quando os olhos abertos vêem a Vida.
Escrito hoje Quinta -feira 13/01/2005 por Bevilaquas Jr.
Escrito por Jsé às 17h02
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Interrogação
O que há no Universo?
Porque não satisfaz meu Ego,
Pois procuro a palha
Que criou o Ninho Eterno!
Onde esta a manjedora da Vida,
Berço de tudo,
Onde Deus se fez Homem
Num gesto incesto,
No Manifesto
De um adão sem umbigo?
O que há de nefasto
Nas frestas, nos gritos, nos ecos,
No Paraiso perdido
E nos cains e judas a solta
Pelos edificios.
O que eu não consigo entender dos gestos:
Modestos, obedientes, crentes, crédulos?
Eu Rei confesso, matei em mim
Razões, logicas, limitações
Que um dia me impuseram.
E abrindo portas,
Destravando trincos
Invadindo labirintos
Encontrei outro que desconhecia
Que parecia oposto e sem sentido
Mas que se ligava ao meu umbigo.
Escrito por Jsé às 15h48
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A primeira vez a gente nunca esquece ! Realmente sinto-me emocionado por deixar neste espaço algo do pensado, que as vezes gurdamos, e que no escondido canto do esquecimento embolora, sem nunca ter sentido o sol da compreensão de outra mente brilhante olu não, mas humana.
Rir e sempre algo que nos conforta nos momentos de aflição, duvidas, ansiedades ou medos inexplicaveis. Rir é bom, mas rir de tudo é desespero, já dizia o poeta.
Bom por hoje eu já vou nessa, até brevezinho...
Escrito por Jsé às 15h32
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